José Valentim Lourenço, nasceu em Gouveia, no dia 28 de Agosto de 1941.
Aí se fez homem. Desde pequeno que a sua
vocação pela poesia foi uma constante a sua vida.
Apenas com a quarta classe da instrução primária, Zé Valentim encontrou na poesia uma forma de diálogo, imprimindo os seus versos de simplicidade e de feição popular.
Gouveia, sua terra natal, que ele tanto ama, tem, a partir de agora, as suas ruas, os seus cantos e recantos, assinalados de uma forma original, única. Para cada canto um verso, uma alegoria, uma mensagem, um pensamento espontâneo, um sentido de permanente convivência com o passado e com o presente. As tradicionais “cegadas”, forma expressiva de fazer teatro de cariz popular, encontraram em Zé Valentim um fervoroso adepto e um autor apaixonado. Foi através desta comunicação que ele encontrou forma de intervir no teatro amador, ora como actor, ora como autor, escrevendo revistas populares, caracterizando as pessoas, os costumes, criticando, glosando, num estilo próprio, especulando as situações num tom mordaz, vivo, passando pelo dramático. São, aliás, testemunhos de iniludível interesse as suas revistas levadas à cena: "Simplesmente saloia", "Que se passa camarada", "Minha aldeia, minha gente". "Sangue na guelra", "Pouca guita que o papagaio vai alto", "Quentes e Boas", "Bodas de Prata", "Chupa que se Apaga", "O Fim da Macacada" e "Gaivotas em Terra", etc... autênticos êxitos populares que uma larguíssima faixa de espectadores poderá testemunhar, pondo em evidência a multifacetada personalidade deste humilde e talentoso autor de raízes camponesas.
Foi há cerca de vinte anos que Zé Valentim prometeu a si próprio e aos seus conterrâneos, que a sua aldeia haveria de mostrar a todos os seus visitantes e não só, uma nova imagem, uma “cara” nova, abrindo as suas ruas de par em par, tornadas mais amplas, mais rasgadas, sem abdicar, porém, do carácter rústico que as define.
Os seus azulejos com as suas quadras ficarão a perpetuar o amor do Zé Valentim por Gouveia e por todos aqueles quantos com ele privam no quotidiano. Que a esperança e o nobre exemplo deste Homem, frutifiquem.
Um Amigo